Lúcio Fonseca* (Versão sintética publicada na revista Sucesu Minas de dezembro/2012) Não sei se alguém já a batizou assim – se nos registros do onisciente Google não encontrei, acho que podemos assumir que não. Posso, então, batizá-la eu (que o reconheçam os historiadores): vivemos definitivamente – enquanto durar – na Era SMART. SMART são as TVs, que, além de fazer o que delas sempre se esperou – incluindo entregar a novela nossa de cada dia – são hoje centrais interativas, pontos de acesso à Internet e às redes sociais, shoppings virtuais, consoles de games e um vasto etc, conectadas por...
Recebi de meus amigos de Angola uma apresentação que propicia o que chamo de um daqueles “choques de reflexão”. Mostra a Hiroshima destruída pela bomba e a cidade moderna e pujante que é hoje, apenas 65 anos depois. Em seguida, apresenta fotos das miseráveis condições das cidades e da situação social brasileiras, conduzindo, por fim, a uma reflexão: “A longo prazo, o que causa maior destruição: a BOMBA ATÔMICA ou os políticos?” Seguem algumas das fotos. HIROSHIMA (destruída e 65 anos depois) BRASIL (65 anos depois) É claro que o Brasil não é só isto (temos ilhas de excelência),...
“Campeões” olímpicos que são apanhados no anti-doping e confessam abertamente o fato (depois de muito apertados), dizendo, candidamente, que achavam que não havia nada de errado nisto. Pesquisadores famosos que manipulam dados e publicam falsos artigos e conclusões em renomadas revistas científicas. Jornalistas reconhecidos que publicam notícias completamente inventadas em jornais e revistas de insuspeitada confiabilidade. Mestrandos e doutorandos que compram dissertações e teses no supermercado da Internet. Pos-graduandos que assinam os trabalhos feitos pelo grupo, sem ter participado, e pedem aos colegas para não deixarem de assinar a lista de presença por ele. Estudantes que passam a maior parte...
O que tem a ver com Gestão de Empresas: a) Aprender a selar e montar um cavalo? b) Escalar paredões na Serra do Cipó? c) Aprender a inflar bote e fazer canoagem? d) Conhecer as propriedades terapêuticas das plantas do cerrado e campos rupestres, in loco? e) Ter que produzir um prato da culinária alemã (senão o almoço não sai)? Tudo a ver. Afinal, a vida executiva é feita de desafios diários. É feita também de estimular pessoas a aprenderem o que não sabem, reverem o que sabem e a superarem seus...
Esta é uma reflexão especial, não só para os que são educadores e/ou pais, mas para a sociedade como um todo, que precisa refinar seu olhar para o papel do professor e da educação na construção de pessoas melhores. O texto abaixo foi publicado originalmente em Inglês no site da CNN – http://edition.cnn.com/2011/09/06/living/teachers-want-to-tell-parents/index.html Por externar, de forma contundente, uma problemática cada vez mais preocupante – a desconexão e o conflito crescentes entre professores e pais – ousei traduzi-lo (de forma artesanal e livre) e publicá-lo neste espaço, para facilitar sua análise por todos. Nem tudo se aplica, a meu ver, ...
EXECRAR: Detestar, abominar, amaldiçoar; EXECRAÇÃO: aversão, horror ou ódio ilimitado; perda da qualidade ou condição de ungido. (Fonte: Dicionário Aurélio) Ungido pelo voto popular como representante e defensor dos interesses do povo, o Parlamento passa a legislar exclusivamente em causa própria. A criatura se volta contra o criador, passando a extorquir-lhe os recursos e minar-lhe a energia econômica, assaltando o caixa com falcatruas mirabolantes, vendendo-se por pouco ou muito dinheiro e, não satisfeito, aumentando ao bel prazer os próprios salários, no apagar das luzes da legislatura, em poucos minutos. Sem consultar ninguém, com uma desfaçatez que assusta, humilha e revolta....
Os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro podem ser vistos por duas óticas. Uma de curto alcance: a vitória das forças policiais sobre os traficantes; outra de longo alcance: a possibilidade real de uma mudança sócio-comportamental de enormes proporções. Mais do que “botar pra correr” uma chusma de bandidos, a ação combinada recobrou no Rio – e, por extensão, no país – o sentimento de que a mão forte da lei e do estado de direito é mais poderosa que as que empunham fuzis contrabandeados do Paraguai. O sentimento de que é possível acreditar em não ter mais “cidades proibidas”...
No passado, quem votou em Hélio Costa fez de Wellington Salgado Senador. Hoje, quem vota em Fernando Pimentel elege Virgílio Guimarães, pois Pimentel (a ser eleita Dilma) é o primeiro ministeriável. Quem vota em Aécio Neves, está elegendo Elmiro Nascimento Senador, pois espera-se que, dentro de 4 anos, Aécio seja candidato a Presidente. Quem vota em Itamar Franco elege Zezé Perrela – Presidente do Cruzeiro – como Senador, se Itamar for convocado para o Ministério por um eventual Presidente Serra. Sem entrar no mérito da qualidade dos suplentes, há alguma coisa errada com esta prática. Na maior parte dos casos...
Prezados e Prezadas, Dando sequência à reflexão que fiz, em texto anterior, vai aí minha leitura da questão eleitoral em Minas Gerais, Estado onde vivo. Para os muitos amigos e amigas dos outros estados, pode servir como parâmetro para avaliação de sua realidade. Mais uma vez, vão minhas desculpas por tratar publicamente de um tema de foro íntimo: voto. A idéia é contribuir, apresentando uma visão sistêmica e supra-partidária. Diferentemente do plano nacional – onde não consigo perceber claramente a existência de um projeto articulado para o país (somente políticas e ações esparsas, algumas muito boas, outras nem tanto), Minas...
Prezados e prezadas, Como podem conferir no texto que escrevi em maio de 2006 – “Gestão Pública: definindo o Norte para uma nau sem rumo” – http://www.ffdigital.com.br/?s=nau+sem+rumo – (corria um dos vários grandes escândalos que há séculos povoam a gestão federal), não acredito no modelo de “democracia” e de gestão pública que temos. Independente do Presidente ou partido que esteja de plantão. Assim, neste momento eleitoral, em que é delicado emitir opiniões (que facilmente serão confundidas com defesa do partido tal ou ataque ao partido tal), sinto-me no dever de expor uma reflexão que tenho feito nos últimos dias. Vai...
