Pandora é aqui

Créditos fotos:

1 e 2: Mundo submarino – imagens da Internet, contidas no PPS Underwater – Adriana;

3 e 4: Lençóis Maranhenses e Floresta Amazônica: Lúcio Fonseca

A boa ficção científica tem este efeito: projetando-nos no futuro, faz-nos refletir sobre o presente.

Pandora – a lua de natureza luxuriante e em perfeita harmonia – mostrada no imperdível filme Avatar - é aqui. Faz sentido destruí-la por aboluta ignorância (produção desnecessária e descarte absolutamente inconsequente de lixo, esgotamento dos recursos oceânicos, matança dos rios por destruição das matas ciliares e lançamento de agrotóxicos, mercúrio e resíduos industriais) ou em troca de mais e mais dinheiro (concentrado em cada vez menos e menos bolsos)? Ignância: Ignorância associada à Ganância – problemas à vista (e a prazo). Sobram más notícias.

Um estudo inédito da ONU, revelado pelo jornal britânico Guardian, revelou que a poluição e outros danos ambientais causados pelas 3 mil maiores empresas de capital aberto do mundo em 2008 custaram US$ 2,2 trilhões.
(…)
Mais da metade desse montante é referente à emissão de gases causadores do efeito estufa. Entre os demais passivos ambientais, os principais são a poluição do ar e o uso elevado de água nos processos produtivos. (…)

Fonte: Portal do Meio Ambiente

Terra é incapaz de acompanhar ritmo atual de consumo de carnes e pescado

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera – o que precisa fazer com que mudemos de hábitos.

Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos atpé 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.(…)

Fonte: Portal do Meio Ambiente

Que cada um de nós incorpore rapidamente um Avatar capaz de sonhar e trabalhar decisivamente para que o desenvolvimento econômico e o progresso aconteçam de forma racional, sem achar que cada pedaço de terra ou de água tem que ser obrigatoriamente transformado em negócio. Um Avatar que faça jus ao título de animal RACIONAL , significando ter uma capacidade de visão sistêmica do universo, onde a vida humana é algo integrado e interdependente da vida e da presença dos demais seres, animados e inanimados. Significando, portanto, que é preciso controlar vigorosamente a explosão demográfica, sob pena de ficarmos sós – e inviabilizarmos nossa própria sobrevivência. Significando, por fim,  deixar de lado a infantil visão antropocêntrica, ou seja, de homem como centro do universo, com todos os seres submetidos às suas voluntariedades imperiais.

Olhemos em volta. Valorizemos a nossa Pandora e contribuamos para que continue a  encantar nossos sentidos. Ainda que tenhamos que abrir mão de um pouco mais de dinheiro, um pouco mais de quinquilharias, um pouco mais de comodismo.

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