ESCOLA: OUSE INOVAR!

Que a Escola que temos é chata e ineficaz, parece não haver dúvida. Duas evidências: a evasão crescente, especialmente no ensino médio, mostra que é chata, desinteressante; os resultados do PISA, ENEM, IDEB  e outros indicadores mostram um grau de eficácia muitíssimo abaixo do necessário.

É voz corrente que é preciso mudar, modernizar, inovar, mas são quase inexistentes as tentativas sérias de romper o paradigma. Predominam o medo da mudança, a prisão a um modelo secular que fatia o turno escolar em cinco horários, com as disciplinas – estanques –  distribuídas religiosa e graniticamente em horários fixos ao longo da semana, do mês, do ano… como se houvesse hora e dia certo para aprender Matemática, Geografia, Ciências… E como se estes conhecimentos aparecessem na vida sempre isolados uns dos outros.

Resistência a adotar novas tecnologias e metodologias alternativas. Medo de não dar certo. Justificativas mil, passando por “a Diretoria não aceita”, “o tempo de preparação não é remunerado”. Todos estes são pretextos para deixar tudo como está. Na verdade, uma falta total de motivação dos educadores. Desencanto. Enfado. Com o perdão da expressão quase chula, embora tão comum: falta de “tesão pedagógica”. Triste, pois uma pessoa assim deixou de apreciar, de fato, o sabor da vida. Há exceções? Sim, muitas (muitos dos professores que fizeram parte das equipes que tive a honra de dirigir eram dotados daquele “furor pedagógico” do qual sentimos saudades), mas não suficientes para fazer a virada. Sem descartar o efeito perverso dos salários indignos, que fazem permanecer na profissão apenas os estóicos, os altamente idealistas ou os acomodados e sem alternativa. Tão pouco competitivo é o salário do professor que  impede que verdadeiros talentos sejam atraídos pela estratégica e belíssima profissão docente.

Quando toda a esperança parece se esvair, eis que surge uma iniciativa inovadora, absolutamente up-to-date: uma escola sem lousa e sem carteiras, com um currículo estruturado como um grande game,  onde é preciso vencer desafios mil para “passar de fase”, usando intensivamente games instigadores e diversos, tanto digitais quanto analógicos. Modismo? Loucura? Não seria a verdadeira loucura continuar “enxugando gelo” , apostando num sistema escolar que está gritando sua falência há muitas décadas?

O que fazer? Largar tudo e mergulhar de cabeça no novo modelo? Nem tanto, mestre. Nada de queimar pontes. O caminho melhor é o do “avanço controlado”: introduzir pouco a pouco (mas em velocidade firme, constante) a nova metodologia (ou partes significativas dela), sem abandonar de imediato a antiga. E sem medo de errar. Afinal, Piaget não diz que o erro faz parte da aprendizagem?

O link abaixo remete à matéria sobre o assunto. Diretores, professores, coordenadores: o convite para embarcar nesta nova, empolgante e eficaz aventura de ensinar/aprender está feito. Não tenha medo de ressignificar a profissão de educador! Não tenha medo de ser feliz e de fazer seus alunos e a sociedade também felizes!

Leia aqui a matéria completa:  http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2013/12/uma-escola-feita-so-de-recreio.html

 

 

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