Esquisitices Eleitorais

No passado, quem votou em Hélio Costa fez de Wellington Salgado Senador.

Hoje, quem vota em Fernando Pimentel elege Virgílio Guimarães, pois Pimentel (a ser eleita Dilma) é o primeiro ministeriável.

Quem vota em Aécio Neves, está elegendo Elmiro Nascimento Senador, pois espera-se que, dentro de 4 anos, Aécio seja candidato a Presidente.

Quem vota em Itamar Franco elege Zezé Perrela  – Presidente do Cruzeiro – como Senador, se Itamar for convocado para o Ministério por um eventual Presidente Serra.

Sem entrar no mérito da qualidade dos suplentes, há alguma coisa errada com esta prática. Na maior parte dos casos – talvez por mera coincidência? – os suplentes são milionários, que “ajudam” na campanha do candidato real e, por acaso – Oh, que surpresa – transformam-se em Senadores da República, sem ter um único voto, quando o titular sai para “servir ao país” em outra função. Qualquer semelhança com compra de cargo não parece mera coincidência. E a situação como um todo, propaganda enganosa. Ou não é proposital que o nome dos suplentes seja escrito sempre com letra miúda?

O fenômeno Tiririca levanta outra lebre. Quando ele ou Romário ou Mulher Melancia ou Frank Aguiar (no passado) são eleitos com milhões de votos, carregam consigo, por força da legislação, uma chusma de “terceiros” para a Câmara. Enquanto o pobre povo vota no “engraçadinho”, às vezes até para “demonstrar seu desprezo para com tudo isto aí”, está botando gatos e ratos para dentro de casa. Mais propaganda enganosa, fazendo do povo massa de manobra.

Nós somos a “Assembléia Geral”, órgão máximo de decisão do “Condomínio” chamado Brasil. Por quanto tempo ainda vamos permitir tais esquisitices, que nada de bom nos trazem? Para agora já não dá, mas não há por que continuar tal situação pelos séculos dos séculos, amém.

Mobilizemo-nos, como no “Ficha Limpa”, e as mudanças acontecerão.

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