REFLEXÕES PÓS PISA/2012
59o. lugar no PISA/2012; nenhuma Universidade entre as 10 melhores dos países emergentes: que podemos esperar? Entendo que pouco mudará se não houver a compreensão – sincera e não apenas eleitoral –  do papel estratégico da educação na sociedade – e, por consequência – uma valorização diferenciada para a profissão de Professor. Como atrair – e reter – TALENTOS para esta profissão, cujo salário é ínfimo, especialmente quando comparado ao de médicos, engenheiros e outras profissões mais valorizadas? Os profissionais mais talentosos das várias áreas do mercado aceitariam viver – por amor à docência – de um salário que vai de...
SOBRE PROFESSORES E SEU(S) NOBRE(S) PAPEL(EIS)
Ensinar? Educar? Formar? Incentivar? Inspirar? Qual será o verdadeiro ou quais serão os verdadeiros papéis do Professor? Através de um grande amigo, colega dos tempos de Faculdade, resgatei o pequeno e contundente texto abaixo, que estudamos quando nos formávamos para professores, na Faculdade de Letras da UFMG, nos longínquos anos 70. Suscitou-me reflexão. Nestes mais de 40 anos pós-formatura fui, por vários anos, Professor em sala de aula, Professor de Professores – como Diretor de escolas –  e, de muito tempo para cá, Consultor – que nada mais é, a meu ver,  que “Professor de gente grande”. Neste tempo que...
E-MAIL AOS DEPUTADOS DE PERNAMBUCO
Lúcio de Andrade Fonseca Há alguns dias, sensibilizado pela situação de crianças recifenses que mergulham num canal de esgoto para apanhar latinhas e assim levar alguns trocados para casa, publiquei um post sobre o assunto na minha página do Facebook. 4 amigos curtiram e 5 compartilharam. Não é muito, para salvar o mundo, mas já é alguma coisa, né? Pelo menos, fiz minha parte… Será? Incomodado pelo meu pouco pragmático “indignismo facebookiano” – desabafamos ali, recebemos a solidariedade de alguns amigos e… tudo fica como dantes no quartel de Abrantes – tive uma idéia e a pus em prática: escrever...
EM ANGOLA – 2013 – 1
Lúcio de Andrade Fonseca                                                                                                                                                                 www.luciofonseca.com.br Para minha mais recente viagem a Angola,  prevista para dia 28/9/13, consegui embarcar somente no...
Pensando em ti, TI, na Era Smart
Lúcio Fonseca* (Versão sintética publicada na revista Sucesu Minas de dezembro/2012) Não sei se alguém já a batizou assim – se nos registros do onisciente Google não encontrei, acho que podemos assumir que não. Posso, então, batizá-la eu (que o reconheçam os historiadores): vivemos definitivamente – enquanto durar – na Era SMART. SMART são as TVs, que, além de fazer o que delas sempre se esperou – incluindo entregar a novela nossa de cada dia – são hoje centrais interativas, pontos de acesso à Internet e às redes sociais, shoppings virtuais, consoles de games e um vasto etc,  conectadas por...
SE HIROSHIMA FOSSE AQUI
Recebi de meus amigos de Angola uma apresentação que propicia o que chamo de um daqueles “choques de reflexão”. Mostra a Hiroshima destruída pela bomba e a cidade moderna e pujante que é hoje, apenas 65 anos depois. Em seguida, apresenta  fotos das miseráveis condições das cidades e da situação social brasileiras, conduzindo, por fim, a uma reflexão: “A longo prazo, o que causa maior destruição: a BOMBA ATÔMICA ou os políticos?” Seguem algumas das fotos. HIROSHIMA (destruída e 65 anos depois)   BRASIL (65 anos depois) É claro que o Brasil não é só isto (temos ilhas de excelência),...
SOCIEDADE 3.0: A PREOCUPANTE ARTE DA (AUTO)ENGANAÇÃO
“Campeões” olímpicos que são apanhados no anti-doping e confessam abertamente o fato (depois de muito apertados), dizendo, candidamente,  que achavam que não havia nada de errado nisto. Pesquisadores famosos que manipulam dados e publicam falsos artigos e conclusões em renomadas revistas científicas. Jornalistas reconhecidos que publicam notícias completamente inventadas em jornais e revistas de insuspeitada confiabilidade. Mestrandos e doutorandos que compram dissertações e teses no supermercado da Internet. Pos-graduandos que assinam os trabalhos feitos pelo grupo, sem ter participado, e pedem aos colegas para não deixarem de assinar a lista de presença por ele. Estudantes que passam a maior parte...
Capacitação de executivos Angolanos em Belo Horizonte: A Ventura de Aprender
O que tem a ver com Gestão de Empresas: a)     Aprender a selar e montar um cavalo? b)     Escalar paredões na Serra do Cipó? c)     Aprender a inflar bote e fazer canoagem? d)     Conhecer as propriedades terapêuticas das plantas do cerrado e campos rupestres, in loco? e)     Ter que produzir um prato da culinária alemã (senão o almoço não sai)? Tudo a ver. Afinal, a vida executiva é feita de desafios diários. É feita também de estimular pessoas a aprenderem o que não sabem, reverem o que sabem e a superarem seus...
Escola e Pais: diminuir a distância é urgente
Esta é uma reflexão especial, não só para os que são educadores e/ou pais, mas para a sociedade como um todo, que precisa refinar seu olhar para o papel do professor e da educação na construção de pessoas melhores. O texto abaixo foi publicado originalmente em Inglês no site da CNN – http://edition.cnn.com/2011/09/06/living/teachers-want-to-tell-parents/index.html Por externar, de forma contundente,  uma problemática cada vez mais preocupante – a desconexão e o conflito crescentes entre professores e pais – ousei traduzi-lo (de forma artesanal e livre) e publicá-lo neste espaço, para facilitar sua análise por todos. Nem tudo se aplica, a meu ver, ...
O PARLAMENTO BRASILEIRO: UM CASO DE EXECRAÇÃO PÚBLICA?
EXECRAR:  Detestar, abominar, amaldiçoar; EXECRAÇÃO: aversão, horror ou ódio ilimitado; perda da qualidade ou condição de ungido. (Fonte: Dicionário Aurélio) Ungido pelo voto popular como representante e defensor dos interesses do povo, o Parlamento passa a legislar exclusivamente em causa própria. A criatura se volta contra o criador, passando a extorquir-lhe os recursos e minar-lhe a energia econômica, assaltando o caixa com falcatruas mirabolantes, vendendo-se por pouco ou muito dinheiro e, não satisfeito, aumentando ao bel prazer os próprios salários, no apagar das luzes da legislatura, em poucos minutos. Sem consultar ninguém, com uma desfaçatez que assusta, humilha e revolta....
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